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Percepção de riscos e adaptação à mudança climática baseada nos ecossistemas na Mata Atlântica, Brasil

Com o aumento previsto de desastres naturais, a adaptação à mudança climática é um dos principais desafios do século 21. No Brasil, destaca-se o aumento de eventos extremos, como os que causaram a tragédia de 2011 na Região Serrana do Rio de Janeiro. Inserida no bioma da Mata Atlântica, a região sofre com degradação ambiental e ocupação irregular, o que agrava os riscos de desastres. Este estudo integra o projeto “Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica”, promovido pelo MMA com apoio da GIZ e da KfW, que adota a abordagem inovadora da adaptação baseada em serviços ecossistêmicos e participação comunitária. O objetivo é fomentar a participação da população na adaptação climática e redução de riscos, com foco na valorização dos serviços ecossistêmicos. Três objetivos específicos nortearam o estudo: elaboração de um pacote metodológico replicável, análise da percepção social em Teresópolis e desenvolvimento de estratégias de sensibilização. Foram identificadas lacunas na percepção sobre os serviços ecossistêmicos, auto-responsabilidade e possibilidades de ação. Os resultados subsidiaram a criação de um conceito e estratégia de sensibilização com base em métodos qualitativos e quantitativos. Além disso, destacam-se a importância da gestão integrada do conhecimento, fortalecimento da sociedade civil e maior articulação entre comunidade e instituições. A análise da percepção social permite alinhar ações às realidades locais, ampliando a eficácia das medidas de adaptação. Os métodos e estratégias propostos têm potencial de aplicação em contextos similares, contribuindo para políticas públicas e práticas sustentáveis de gestão de riscos e conservação ambiental.

Lange, Wolfram, Leandro Cavalcante, Lea Dünow, Rodrigo Medeiros, Christian Pirzer, Anja Schelchen, Yara Valverde